Assembléia da FIAB avança na integração das bolsas da AL
Representantes de13 bolsas da América Latina discutiram, durante a XXXII Assembléia Geral Ordinária da Federação Ibero-Americana de Bolsas (FIAB), realizada na Bahia, entre 4 e 6 de setembro, a busca de soluções para preservar sua independência e aumentar sua competitividade frente aos demais mercados. O presidente do Sindicor-RJ, Jorge Salgado, analisa o encontro, cujo principal tema foi a apresentação do projeto-piloto que prevê a integração entre a Bovespa e a Bolsa Mexicana de Valores. Previsto para entrar em operação no início de 2006, o projeto vai gerar um modelo que servirá para as demais bolsas da região, abrindo novas perspectivas para os investidores ao estancar o esvaziamento dos mercados locais.
Eleição confirma Jorge Salgado
na presidência do Sindicor-RJ
Jorge Salgado foi eleito para a presidência do Sindicor-RJ, triênio 2005-2007, em eleição realizada em 8 de agosto. Jorge Salgado reafirmou seu compromisso de trabalhar para desenvolver não apenas o mercado de ações como também procurar atender às demandas das sociedades corretoras e distribuidoras de valores do Rio de Janeiro. “O Sindicato também dará continuidade ao processo de aprimoramento permanente dos profissionais do setor, por meio de palestras e cursos de especialização”, disse.
Para Minc, sem habitação popular não há como conter favelização
O deputado estadual Carlos Minc,(PT), atualmente exercendo pela quinta vez seu mandato na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro, é conhecido por sua atuação voltada para temas como defesa do meio ambiente, segurança pública, saúde no trabalho, ética na política, entre outros. Em entrevista ao Informativo Sindicor-RJ, Carlos Minc fala sobre despoluição da Baía de Guanabara, poluição sonora, ocupação irregular das encostas e aponta algumas soluções. “É necessário investir pesado em programas de habitação popular, para dar alternativa eficaz de moradia. Sem isso, não haverá exército de fiscais que dê conta da crescente favelização das encostas”, sentencia.
Andréa Gouvêa Vieira quer que Vereadores Fiscalizem Mais
A vereadora e jornalista Andréa Gouvêa Vieira (PSDB) não se conforma com uma rotina há muito implementada na Câmara Municipal: a quantidade de projetos de lei votados diariamente. “A grande maioria nunca será cumprida. Votamos quase 50 projetos por dia e alguns vereadores acham que isso é sinônimo de eficiência. Não penso assim. Para mim, fazer Leis não é a principal função de um vereador. Temos que fiscalizar os atos da Prefeitura, acompanhar o orçamento, saber como o dinheiro da população está sendo gasto e estabelecer as prioridades”, diz em entrevista ao informativo Sindicor-RJ. A vereadora critica ainda a falta de projetos para o transporte coletivo de massa para o Rio de Janeiro e fala de uma de suas bandeiras de campanha: o planejamento familiar.
Energia de sobra para desatar os nós do Rio
Entrevista: Vereadora Andrea Gouvêa
A vereadora Andréa Gouvêa Vieira é jornalista, tendo trabalhado no Jornal do Brasil, onde começou como repórter, aos 20 anos, e na TV Globo, sempre envolvida com a cobertura política. Em 1989, fundou a Basi Assessoria de Imprensa e Promoções, empresa vendida em 2000 para uma multinacional, a Edelman, e lá permaneceu até fins de 2002. Em 2003, preocupada com os problemas na cidade onde nasceu, resolveu criar a ONG Desatando os Nós do Rio, com o objetivo de mobilizar politicamente o cidadão por meio de ações e projetos de inclusão social. A candidatura para a Câmara Municipal foi conseqüência natural dessa vontade de trabalhar mais ativamente pela recuperação do Rio. Recém-chegada a Casa, respaldada por quase 18 mil votos, Andréa Gouvêa Vieira ficou surpresa com a quantidade de projetos que a Câmara vota diariamente e acredita que a função principal do vereador não é fazer leis e sim fiscalizar os atos da Prefeitura. Nesta entrevista, a vereadora critica ainda a falta de projetos para o transporte coletivo de massa e fala de uma suas principais bandeiras de campanha: o planejamento familiar.
• Quais suas primeiras impressões sobre o trabalho realizado pela Câmara Municipal do RJ?
Em pouco tempo pude perceber que são votadas muitas leis. A grande maioria nunca será cumprida. Votamos quase 50 Projetos por dia e alguns vereadores acham que isso é sinônimo de eficiência. Não penso assim. Para mim, fazer leis não é a principal função de um vereador. Temos que fiscalizar os atos da Prefeitura, acompanhar o orçamento, saber como o dinheiro da população está sendo gasto e estabelecer as prioridades.
• Que ações pretende desenvolver para esclarecer a população sobre a maternidade/paternidade responsável?
O planejamento familiar é um dos principais pilares do meu mandato. Não podemos fechar os olhos para este problema. Durante a campanha visitei diversas comunidades, e, na maioria delas, ouvi pedidos de mulheres que querem fazer ligadura de trompas e não conseguem. Os hospitais não estão preparados, a burocracia é enorme. Temos que facilitar a vida destas mulheres, cobrar mais emprenho da Prefeitura. Não adianta divulgar um serviço que não poderá ser feito.
• Há solução para o trânsito do Rio? Como a cidade absorverá o crescente volume de ônibus e vans?
O que falta, em primeiro lugar, é planejamento e foco no transporte coletivo de massa e de alta velocidade, como metrô e trens em sistema integrado. Como os investimentos são enormes e a incompetência política dos últimos governos não os viabilizou, vamos nos “virando” com ônibus, vans e kombis servindo à população de poder aquisitivo menor e que mora mais afastada dos grandes centros, enquanto entupimos as ruas com táxis e carros das classe médias e alta. Um total desacerto. Apesar disto, poderia ser melhor do que é hoje? Sem dúvida. Assistimos uma paralisia total da Prefeitura que, ao invés de controlar, é hoje dominada pelos vários setores que comandam os transportes na cidade. A esperança agora é o Planos Diretor da Cidade, neste momento em gestão na Câmara. Quem sabe, então, conseguiremos alguma racionalidade para começar a enfrentar, definitivamente, a questão?
• Quais as suas sugestões para revitalizar a economia do Rio de Janeiro?
O peso da carga tributária e o aumento da violência são os dois principais fatores que levam indústrias e até mesmo o comércio a buscar outros municípios e até mesmo Estados para se instalarem. Acredito que a redução do ISS de 5% para 2% como é na maioria das cidades brasileiras, e o combate à violência, vão incrementar a economia da cidade. Temos belezas naturais, que já estão sendo exploradas pelo turismo, mas que podem render mais. Para isso, é preciso que a Prefeitura se envolva e se comprometa mais com este setor, dando incentivos para a indústria do turismo.
• E para melhorar a segurança?
As pessoas costumam achar que a Prefeitura pouco pode fazer pela segurança. Isso não é verdade. Sabemos que cabe ao Estado o policiamento armado, mas a Prefeitura pode, e deve, ajudar a combater a violência cuidando melhor das crianças abandonadas, a população de rua. É obrigação da Prefeitura das assistência a estas pessoas e os vereadores devem fiscalizar e cobrar estas ações do prefeito.
• A senhora é contra ou a favor da desfusão entre o Estado do Rio e a antiga Guanabara?
Sou contra. Acho que a fusão não deveria ter acontecido, mas como já está feito, seria um erro ainda maior tentar separar o Estado da cidade do Rio. Não acredito que a cidade possa se beneficiar com a mudança.
Sindicor-RJ em ação
· Uma cerimônia simples, realizada em 09 de março, marcou a transmissão do cargo de Presidente do Sindicor-RJ entre Francisco de Paula Elias Filho e Jorge Salgado. Estiveram presentes os membros da diretoria, que fica assim composta: Presidente Jorge Salgado; Vice-Presidente: Juan Carbonel Ros; Tesoureiro: Mauro César Medeiros de Mello; Suplente: Domenico Vommaro; Conselho Fiscal: Joubert Modesto da Silva Júnior; Luiz Carlos Pires de Araújo e Marcos Albino Francisco.
· Entre 19 e 26 de março foi realizado, no Centro de Treinamento Manoel Félix Neto, o Curso de Agente Autônomo de Investimento, preparatório para a prova de Associação Nacional dos Corretores/Comissão de Valores Mobiliários, obrigatória para o exercício da função.
· Durante três dias, entre 22 e 24 de março, das 14h30 às 17h30, o Sindicor-RJ recebeu 18 executivos angolanos para uma série de palestras sobre o papel das corretoras e distribuidoras no funcionamento do mercado de capitais. Sob a coordenação do diretor Mauro Mello, o evento contou com as participações de Eduardo Nakao (BC), Roberto Terziani (diretor de Relações com Investidores da Telemar), Marcelo Marques e Félix Arthur Garcia, respectivamente superintendente e gerente da CVM. As palestras foram parte do programa de treinamento para implantação do mercado de capitais em Angola.
· “O que é Mercado de Ações” foi o tema do curso organizado pela Comissão Nacional de Bolsa, entre 22/03 e 14/04.


